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Ciência

Estudo confirma que "objeto extraterrestre" gerou a gigantesca cratera de impacto em São Paulo

Por João Paulo Martins  em 24 de dezembro de 2021

O local da queda do meteoro fica na região de Parelheiros, na zona suld a capital paulista, e possui 300 m de profundidade

Estudo confirma que "objeto extraterrestre" gerou a gigantesca cratera de impacto em São Paulo
A cratera de impacto Colônia fica em Parelheiros, zona sul da cidade de São Paulo (SP) (Foto: Google Earth/Reprodução)

 

Cientistas detectaram uma grande variedade de esférulas e partículas de silicato de alumínio dentro da cratera de impacto Colônia, na região de Parelheiros, zona sul da cidade de São Paulo (SP).

Em estudo publicado em março deste ano na revista científica Solid Earth Sciences, os pesquisadores revelam que a cratera que fica a menos de 40 km do centro da capital paulista foi gerada pela queda de um objeto extraterrestre (meteoro).

A pesquisa foi conduzida pelo geólogo Victor Velázquez Fernandez, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP).

Os cientistas identificaram evidências sobre o que gerou a cratera de 3,6 km de diâmetro, cerca de 300 m de profundidade e borda soerguida de 120 m. O interior é atulhado por sedimentos e a borda coberta por vegetação. A estrutura permaneceu escondida até o início da década de 1960, quando fotos aéreas, e depois imagens de satélites, mostraram sua forma circular quase perfeita.

O impacto da gigantesca rocha espacial só foi confirmado, porém, em 2013, por meio de análise microscópica de sedimentos (esférulas e partículas de silicato) colhidos em diferentes níveis de profundidade. Esse estudo e outros realizados posteriormente foram conduzidos também por Velázquez Fernandez.

Um dos aspectos destacados pela pesquisa é que as pequenas esferas, que variam entre 0,1 mm e 0,5 mm, foram encontradas dentro da cratera. Normalmente, os detritos são jogados para fora com a colisão de um objeto que cai dos céus.

Para os cientistas, a explicação é que a energia do impacto transformou as rochas existentes no local em uma nuvem densa e superaquecida. Esse material foi lançado para cima, congelou e voltou a cair na base da recém-formada cratera.

(com Agência Brasil)