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Alimentação

Prós e contras do consumo de couve-flor

Por João Paulo Martins  em 22 de fevereiro de 2021

Considerada um vegetal crucífero, a couve-flor é rica em nutrientes, ajuda na hidratação, mas pode causar desconforto intestinal

Prós e contras do consumo de couve-flor
(Foto: Pixabay)

A couve-flor possui sabor suave e pode ser consumida com arroz, na salada e até na forma de purê. Além de saborosa, ela pode contribuir com importantes nutrientes para nossa dieta.

O vegetal ajuda na aquisição de fibras e água, sendo ótima auxiliar no emagrecimento. Mas nem tudo são flores. Ela possui açúcares que podem causar gases (inchaço na barriga) e interagir com certos medicamentos, como anticoagulantes.

Confira os efeitos que o consumo de couve-flor pode causar em nosso organismo:

Boa dose de fibras

A couve-flor contém até 3 g de fibras em uma porção equivalente a uma xícara. Parece pouco, mas equivale a cerca de 10% da ingestão diária recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de cerca de 30 g por dia.

Um estudo apoiado pela OMS e publicado em 2019 na revista científica The Lancet aponta que comer muita fibra contribui para a redução de 15 a 30% na incidência e na mortalidade por problemas cardíacos.

Outros benefícios das fibras presentes na couve-flor são a manutenção do funcionamento adequado do sistema digestivo e a ajuda na redução das inflamações. Esses nutrientes também contribuem para diminuir o risco de câncer e diabetes.

Assim como as proteínas, as fibras ajudam na saciedade, ou seja, gera menos vontade de comer porque a barriga está “cheia”.

Contribui para a hidratação

A couve-flor é composta por 92% de água. Isso significa que, quando você a está ingerindo, além dos nutrientes, também consome água.

Uma porção de 100 g de couve-flor pode conter 59 ml de água, de acordo com o site especializado em saúde Healthline.

Como é sabido, manter o corpo hidratado é fundamental para a saúde. Ao usar a couve-flor como ingrediente em receitas à base de grãos, estamos adicionando alto valor nutricional e ajudando o corpo a digerir melhor a refeição devido à sua água.

Pode causar inchaço da barriga

Deliciosa e nutritiva, a couve-flor é considerada um vegetal crucífero: contém vitaminas C, E e K e também oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis (conhecidos pela sigla em inglês FODMAP).

Esses compostos correspondem a carboidratos (açúcares) de cadeia curta que não são digeridos facilmente no intestino delgado. Por isso, acabam fermentando no intestino grosso, o que não apenas causa inchaço na barriga e gases, mas podem estar relacionados à síndrome do intestino irritável.

Para minimizar o problema, basta cozinhar a couve-flor. O processo de cozimento quebra alguns desses carboidratos para que seus intestinos possam recebê-los com mais facilidade e absorver os nutrientes necessários, em vez de deixá-los fermentar e produzir gases.

Interação com certos medicamentos

Por ser uma ótima fonte de vitamina K, a couve-flor pode afetar o efeito de certos remédios, especificamente anticoagulantes (medicamentos para afinar o sangue). Estes podem interagir com esse nutriente.

Pessoas que os tomam anticoagulantes frequentemente são alertadas por seus médicos para ter cuidado com a ingestão de vitamina K, já que ela ajuda a coagular o sangue.

Ou seja, o nutriente e os anticoagulantes trabalham um contra o outro. Se você estiver tomando remédios para afinar o sangue, cuidado com a quantidade de couve-flor que está comendo. Uma xícara do vegetal contém cerca de 20% da ingestão diária recomendada de vitamina K.

Ajuda no emagrecimento?

Como mostra o site Healthline, uma xícara de couve-flor contém apenas 25 calorias, além de fibras, vitaminas, potássio, ácido fólico e outros nutrientes. É um vegetal incrivelmente versátil quando adicionado à dieta.

Ralar a couve-flor no arroz refogado também é uma excelente alternativa para reduzir o consumo excessivo de grãos.

Quando você troca alimentos por esse vegetal, está cortando calorias e, desde que não consuma outros produtos calóricos, cria um déficit que pode contribuir para a perda de peso.